Um corno Moderno!


Não saberia dizer se isso é bom ou ruim!

Flecha


Sou a flecha.
Não, sou a ponta flecha.
Vim para ferir. Sangrar teus ouvidos.
Morder a tua alma.
Tornar-te destemido

Vim de longe,
Não vou ha nenhum lugar.

Um jogo na História



Ontem se reuniu uma turma, lá do curso de História.
Sem ter muito o que fazer, inventaram de jogar bola.
Pense num jogo esquisito. Mas até que foi legal.
O mais empolgado, o Marcelo, cinco minutinho e passou mal.
Vomitou o que ao tinha, botou os bofes pra fora.
Lá na quadra a negada animada, danada jogando bola.
Tiago, aquele “fortim”, pense num goleiro do bom.
Não é melhor que o Taffarel, mas também não é pior que o Bufom.
O troféu dele foi a bolada que o Rabelo acertou.
Bem nas fuças do coitado, que quase desmaiou.
Jogava muito o Rabêlo. Toda bola lançada, dominava com o joelho.
Era tanta bola fora, que jogando no outro time, parecia nosso zagueiro.
O jogo foi do bom. E não faltou professor. Alênio, Carlos Augusto, até o Adauto jogou.
Jogou de zagueiro. Uns quatro gols ele salvou.
De calça jeans e pés descalços, improvisando, sim senhor.
Jogou no time sem camisa, até o físico o mestre mostrou.
Alênio, o “lorim”, esse jogou de mais. Tanto atava, quanto defendia o time atrás.
Mas o chute ao gol... Ave Maria! Era fraco de mais.
Carlos Augusto relembrou os bons tempos de goleiro.
Paredão no meio das traves, Aí de quem gritar :“frangueiro”.
Jogou muito. Uma hora sem parar.
De luva, tênis e meião, o carrim do camocim se mostrou um goleirão.
Jogando na linha, deu uma caneta no meu amigo Lucivan,
Que ficou desnorteado, só vai se dar conta do drible amanhã.
Mas Lucivan, coitado, tinha que se conformar.
Eu mesmo, que não jogo muito bem dei nele uma caneta, um banho e um de “arrudêi
Lucivan não “ismureceu” não. “Fazedorzim” de gol que era danada.
Fazia gol o homem. Fazia, fazia, fazia... Mas os gols que ele fez, até o Marcos Farias.
Só sei que próxima semana jogaremos novamente.
Mesmo local e horário. Espero que apareça mais gente.
Ah... Vô logo é visando, já que o boato já se espalhou.
Próxima semana tem ele, o fenômeno... Agenor!

  - Luis Carlos Lima

Morrer não dói


Morrer não dói
Dói muito mais a vida,
Que não obstante a oscilação
Quase inabalável do coração
Permanece sem inércia, cristalizada.

Tão forte, tão bela


Quem era aquela
Tão forte, tão bela
Tão perto, tão serena
Tão forte, tão terna

Tão delicada tão sincera
Tão simples, tão esmera
Tão forte, tão terna
Melindrosa, mau me olhou
Foi-se, sem pestanejar
Tão forte, tão terna